para
mergulhar sete vezes no Jordão e curar-se da lepra, o chefe do exército
sírio ficou uma fera: “Não são porventura Abana e Farpar, rios de
Damasco, melhores que todas as águas de Israel?... E voltou-se e se foi
indignado” (II Reis 5:12).
Temos a mania de desprezar as coisas que
nos parecem muito simples. Ou fáceis demais, para o nosso gosto. Afinal
de contas, se é verdade que o Senhor é grandioso, poderoso, santíssimo,
Ele não deveria exigir de nós, para nos abençoar, também coisas enormes e
complicadas?
O Senhor, porém, nos afirma – “misericórdia quero e,
não, sacrifício”. O que o Senhor exige de nós é uma decisão ao alcance
de todas as pessoas – grandes ou pequenas; sábias ou ignorantes. O que
Ele nos pede é o coração, o centro de nossos sentimentos e de nossa
vontade. Comparado com as exigências elevadas e custosas das grandes
religiões, o requisito de Cristo não parece coisa séria. Ao dizer,
porém, que não quer sacrifício, o Senhor situa o problema da salvação em
uma dimensão diferente. O requisito do Senhor é a aceitação da
soberania de Cristo sobre o todo de nossa pessoa. Ele não quer nossas
coisas. Ele quer nossa vida. Para que, pela fé, obtenhamos Dele a “vida
em abundância”. Na realidade, não se trata de uma questão de rios, mas
de uma atitude de fé.